O broche era o simbolo de uma família nobre de Selgaunt, os Uskreven.
Thamalon Uskreven II, tio de Marisol estaria agindo em Winterhaven a favor de Netheril.
Neste momento sua narração foi confusa, com longas pausas e momentos em que parecia que a Clériga estava vivenciando o passado enquanto dividia conosco sua memória.
Pelo que entendí, ela foi criada em Winterhaven, fora de Selgaunt e ninguém lá sabe que ela é sobrinha de Uskreven II.
Isso poderia ser útil ao mesmo tempo que perigoso à nossa jornada.
Ainda existia a movimentação do culto de Shar na cidade.
Novos personagens estão surgindo na história da invasão Netheriana, e isso não é bom.
Tomei a liberdade de dar um singelo aviso ao afoito Wyght, era bom ele saber de uma vez que os eladrins não dormem, e posso perceber muito bem suas movimentações noturnas. Bom que ele saiba logo, antes que tenha mais alguma idéia genial de bisbilhotar em propriedade alheia.
O resto da noite foi calmo e ao amanhecer partimos à Winterhaven.
Com as montanhas de Thunder Peaks ao fundo, Marisol contou a história sobre o Forte Keegan, erguido em homenagem ao Sir Keegan, que teria matado alí um poderoso dragão.
Rutger Dedrick, o Warlord, deu um pulo ao ouvir o nome do Forte Keegan, mas não quis dizer nada a respeito. Este tiefling passou o dia em silêncio, muito diferente do dia anterior quando estava falando bastante aos padrões de sua raça.
A verdade é que eu também fiquei curioso sobre este lugar, muito ouví sobre ele enquanto ainda era um garoto. O que será que poderia ter de informação um local como aquele?
O resto do grupo não se animou tanto, todos queriam chegar a Winterhaven e comprovar essas histórias contadas por Marisol.


