Publicado por: Mr. T | janeiro 30, 2009

encontro com a morte | episódio #4

Não tinhamos tempo nem para lamentar nossa perda, estavamos no covil do inimigo, não sabíamos o que mais nos aguardava.
Entoando algumas preces, embalamos o corpo de Kalian para leva-lo a algum local decente para ser enterrado.

Pegamos a carga que os hobgoblins estavam carregando, basicamente, fruto de saques que vinham realizando nas estradas, e seguimos para o caminho que iam.
Nos deparamos com uma espécie de sala de tortura e presídio, que ainda estava ocupada.

Svirfneblins, gomos das profundezas!
Vários deles, acorrentados e com enormes sinais de tortura. Alguns,  mortos a um tempo.
Um deles se apresentou como líder,
Belwar Cortador-de-Pedras.

Meus companheiros foram rapidamente liberta-los. Eu esitei.
Não confio exatamente nessas criaturas.
Eles não são maus, exatamente, mas a presença deles aqui, tão próximos da superfície é algo extremamente suspeito.
Svirneblins são extremamente ariscos e desconfiados, ao menor sinal de perigo, desaparecem ao piscar dos olhos.

Belwar se mostrou extremamente afável. As vezes até demais.
Estava grato por seu povo ter sido liberto e estava disposto em nos ajudar.
Aceitamos uma carona e ainda compramos um ítem arcano com uma simplificada versão de teleporte, uma Pedra do Retorno.

Depois que saímos daquele cárcere, encontramos atras de uma parede, escondidos toda a caravana dos Svirfneblins que são puxadas por estranhas criaturas do Submundo, os Bullets.

Quando nos acomodamos, Belwar notou o corpo que trazíamos. Com um ar de esperânça, ele correu até seus pertences e nos ofereceu a compra de um Pergaminho de Ressurreição.
Kalian Whyght teria, enfim, uma nova chance.

Juntamos todo nosso pertence, peças de ouro e o que tivessemos de valor. Não era exatamente um pergaminho barato. Mas era um pequeno esforço para trazer um amigo de volta a vida.
É… acho que estamos mesmo estreitando nossos laços. Pelo visto, estes humanos estão provando seu valor, e ganhando minha amizade.

Bom, um ritual arcano de alto nível seria realizado.
Não seria fácil, não é todo dia em que invadimos o reino de Kelemvor e resgatamos uma alma.
Tentei lembrar as pronúncias deste ritual, elas eram particularmente complicadas.
Lembrei das aulas na Torre e a primeira vez que presenciei este ritual sendo executado.
O Poder Arcano dando a VIDA a uma criatura.
E eu iria fazer o mesmo.

Fizemos os preparativos, pedí que Lady Aritanna e a senhorita Marisol me acompanhassem para me dar o devido suporte. O Poder da Fé das duas seria necessário para me apioar no Ritual.
Burork decidiu não ficar perto e Thundersword optou por dormir. Está claro o desconforto que passa perante o poder arcano.

Corpo devidamente amarrado, participantes posicionados, comecei a entoar as palavras do pergaminho com o poder arcano embutido.
A chama das tochas acusaram, um vento misterioso começou a soprar forte.
Era a trama sendo literalmente rasgada, criando uma fissura para o plano dos mortos.

Fui tomado pelo poder arcano, ele percorria meu corpo, direcionava meus movimentos e minha prouncia.
Algo que não devia passou pela fissura, uma criatura feita de trevas, uma Sombra.
Como um predador, ela procurou uma vítima com menor força de vontade.
Neste momento, Thundersword se aproximava, ele havia sido acordado pela confusão e barulho do ritual.
A Sombra escolheu sua vítima e pulou sobre Thundersword.
Desarmado e sem armadura, ele foi alvo fácil para ela.
Se engalfinhou com a Sombra mas conseguiu forças para destruí-la com as próprias mãos.

Após longos minutos, sentí a presença que invocamos, a alma de Whyght.
Aos poucos tudo se acalmou.
A ventania sessou e todos se aproximaram.
Kalian Whyght estava de volta a vida.
Uma cicatriz, que cobria boa parte de seu peito, era a lembrança eterna de sua pequena aventura pós-morte.

Ao retomar a conciência, sua limitada visão humana não o permitiu vislumbrar o que acabara de ocorrer, ele nem ao menos acreditava que esteve morto.
Burork se infureceu com a sua falta de agradecimento, mas eu não pude ficar para presenciar o conflito entre os humanos. Estava MUITO exausto para isso.
Me retirei para reunir forças e meditar sobre o que acabara de executar.
O poder arcano ainda estalava em meus dedos. Eu havia experimentado um nível de poder extremamente alto.
Preciso de mais deste poder. Preciso de mais conhecimento.

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Publicado por: Mr. T | janeiro 6, 2009

Não faça acordos com ingleses de sobretudo.

Demos uma pequena pausa no Dungeons & Dragons 4th pra experimentar o Mutants & Masterminds.
Eu digo, é legal demais.
😉

Bom, postei a história do meu personagem,  o Magma, lá no meu outro blog. E quem tiver afim, pode lê-la aqui

magma1Magma é um controlador de Fogo Infernal.
Ele é seco com todos e tá sempre com cara de poucos-amigos.

 Muitas vezes se questiona o que faz naquele grupo de super-heróis de segunda classe.
Acho que na verdade, não estaria alí se tivesse escolha. 

Ele é um ex-criminoso que foi obrigado a servir a comunidade trabalhando como herói em um novo grupo que foi formado em Metropolis.

Para saber sobre a campanha, o blog do tio Nitro tem todas as informações.
😉

Publicado por: Mr. T | dezembro 11, 2008

a primeira queda | episódio #4

 

Vencer o rio subterrâneo se mostrou mais fácil do que imaginamos.
Pedras estrategicamente posicionadas transformou uma dor de cabeça em pequenos saltos.

Ouvíamos os barulhos, nossos inimigos estavam muito próximos e não víamos a hora de confrontá-los.

Após precauções padrão, atravessamos a porta e surpreendemos Dente-de-Ferro, dois capangas e o kobold boca suja fugindo por uma escada ascendente.
Não iriam assim tão fácil.

Burork entrou rapidamente e deu cabo do kobold, ele era o último ao subir a escada, nem teve tempo de pensar em reagir.
Kalian também adentra e arremeça algumas adagas.

Logo em seguida, invoco os poderes arcanos e direciono meu cajado na direção da escada.
A onda de trovão acerta os três em cheio, e os hobgoblins são arremeçados ao chão.
Dente-de-Ferro apenas se desloca para o lado, e já parte para cima de Burork com dois machados em mãos.

A ausência de tática e a prepotência já haviam decidido a luta.

Dente-de-Ferro se mostrou poderoso o bastante para ter uma frota goblinoide tão grande sob seu controle.
Empolgados pelas últimas vitórias fáceis, não mensuramos nosso oponente ou planejamos algum tipo de estratégia.

A cada ataque nosso Dente-de-Ferro respondia com o dobro de acerto e potência.
Aos poucos, fomos enfraquecendo.
Em segundos, um dos guardas hobgoblins havia caído, a doce ilusão de vitória antes da queda.

Segundos depois, 3 de nós já estavam ao chão, inclusive este que vos narra este drama.
Logo depois que desmaiei, senti um poder entrar em meus músculos e me fazer ter vontade de levantar, era o poder divino de Sune canalizado pelo poder da fé de Marisol.

Levantei apenas para ver metade do grupo já inconsciente.
Kalian e Burork estavam caídos aos pés de Dente-de-Ferro.
Tentei me afastar para ter espaço ao conjurar algumas magias, mas Dente-de-Ferro e o último dos hobgoblins partiram para cima de Auden, que havia eliminado um deles.

Despejávamos tudo  que tínhamos neles, mas aqueles dois continuavam a nos atacar ferozmente.
Após derrotarem Auden, partiram para cima de mim e Marisol, que estava próxima a entrada.
Me afastando aos poucos, conseguí eliminar o último hobgoblin, mas Dente-de-Ferro que hurrava de ódio avançou para cima de mim de forma que não pude conter seus ataques.

Desfalecí novamente, e agora só restava Dente-de-Ferro e Marisol.

Dente-de-Ferro

Nosso futuro era incerto…

Ao cair inconsciente, vislumbrei um portal que estava às costas de Marisol.
Se não fosse uma pessoa digna de confiança, eu iria temer que ela nos abandonaria e estaríamos a mercê do horrendo Dente-de-Ferro.

Tudo ficou escuro. 
E na escuridão, uma voz doce chamava por meu nome.
Marisol, com o rosto marcado por linhas de preocupação invocava novamente o poder de cura de sua deusa para levantar a todos. Aparentemente, ela conseguiu mesmo derrotar Dente-de-Ferro.

Antes de mais explicações, ela correu de um em um dos que estavam caídos.
Todos levantaram, menos um.
Kalian não atendeu ao chamado da voz melodiosa de Marisol.

Machucados e exaustos, trocamos apenas olhares.
Sabíamos que nada havia para ser dito.
Sabíamos que a culpa era nossa, que nos arriscamos demais, fomos prepotentes demais.
Humanos demais.

Pensei no pouco que o conhecí.
Pensei no que mais buscava o jovem humano que vivia de roubar e enganar pessoas, mas que abriu mão de mentiras e enganações para acompanhar este estranho grupo.
O que mais procurava Kalian?

 Ficaremos sem estas respostas.
No lugar delas, a sensação de que os que escaparam sabem que foi por pouco.
Não enfrentamos apenas kobolds e goblins. 
Existe um perigo real lá fora.
Um perigo cruel, maligno, sem misericórdia…
e estamos pisando em seu calo. 

Publicado por: Mr. T | novembro 30, 2008

contra-ataque | episódio #4

Sem delongas, partimos para o nosso destino.
Não tinhamos tempo de sobra e não sabíamos qual o tipo de reforços que os homens da milícia poderiam ter.

Alguns kilômetros na estrada, chegamos no início de nosso objetivo, o início do que pode ser a nossa grande jornada.
Algumas lendas de meu povo dizem que existe uma grande jornada para cada criatura.
Uma jornada que transforma e até termina com a sua vida, mas que de uma forma ou de outra, é impossível fugir dela.
Que seja, não temos mais o que fazer, e se não fizermos algo, não teremos mais para onde ir.

Kalian, o arremeçador de adagas partiu furtivamente para avaliar a situação.
À nossa frente, um acampamento kobold barrava nosso acesso à entrada do que seria o esconderijo dos milicianos.
Tinhamos que entrar em segredo e enfrentar essas pequenas criaturas malévolas, e mais o que tivesse dentro daquele covil.
Ele retornou em pouco tempo, disse q “limpou a área”, e q podíamos avançar até a entrada de uma caverna, onde existia uma concentração maior de inimigos.

Hora da desforra, aqueles kobolds não teriam tempo de gritar por suas vidas.
Seguindo orientações de Thundersword teríamos que atacar todos ao mesmo tempo, qualquer tentativa de separar aquele grupo de guarda iria fazer com que entrassem na caverna, selassem a porta e chamassem reforços. E não queríamos isso.

Nos posicionamos e avançamos.
Eram algo próximo de 12 kobolds. Entre eles, alguns q carregavam escudos e lanças e outro clérigo, com suas magias oriundas de um deus dragão.
Não tiveram chance.
Ao morrer, o clérigo ainda tentou enviar uma mensagem a alguém que ele chamou de “Dente de Ferro”.
Pois bem, aproveitei do utilitário arcano (uma pedra de aparência ordinária utilizada p enviar mensagens curtas) para mandar algumas boas mensagens ao tal Dente de Ferro.
Ele já sabia que chegávamos, plantar um pouco de medo e raiva em seu coração poderia não ser tão útil em batalha, mas nos tranquila.

No primeiro salão de entrada, novo confronto.
O espaço era apertado mas não foi tão dificil. De repente, ouvimos sons de trás, queriam nos emboscar.
Esses kobolds me irritavam cada vez mais.
Me posicionei na retaguarda para recebê-los com mais algumas ondas de choque arcano.

Kalian veio ao meu lado e conseguimos segura-los até a chegada de nossos reforços.
A próxima etapa parecia ser um pouco mais complicada.
Um grande salão, com um rio subterrâneo no meio e dois hobgoblins arqueiros em locais estratégicos no meio do rio, pisando em grandes pedras.
Ao tentar observar, nosso ladino Kalian foi recebido por uma grande flecha que lhe rasgou o ombro. Mais um pouco teríamos a companhia de um ladino maneta.

Enquanto tentávamos desferir alguns ataques à distância, e algumas criaturas ainda emergiam das águas, ouço mais kobolds barulhentos se aproximarem por tras para nos emboscar novamente. De onde, afinal, aquelas criaturas estavam vindo.
Mas dessa vez, elas é que foram surpreendidas por uma bela carga de fogo mágico deste que vos fala.
Uma dúzia de kobolds reduzidos a cinzas.
É mais do que merecem por meses de roubos e assassinatos à mercadores daquela região.

Um kobold fugiu enquanto os hobgoblins eram derrotados.
Nos mostrou a porta que provavelmente levava ao seu chefe. Fugiu tentando me ofender com aquela voz esganiçada. Responderei as ofensas sobre o seu pequeno cadáver.

Assim que conseguíssemos atravessar aquele rio…

Publicado por: Mr. T | outubro 22, 2008

emboscada | episódio #3

Guiávamos os cavalos de forma mais rápida possível, no limite para que ainda pudessemos seguir a trilha sem sermos confundidos por alguma artimanha do inimigo.

O que não esperávamos era uma emboscada, os cavalos tropeçaram em algo.
Eu e Jelly Burork vamos ao chão, os demais conseguem se manter nos cavalos. Por sorte, não tivemos ferimentos, apenas o susto.
Todos desmontaram rapidamente, na mesma hora em que a primeira bolsa com cola cai sobre Burork.
Kobolds!

Dois surgiram com suas lanças bem próximos de nós, um mais afastado sobre uma pedra e dois outros sobre galhos,  nas árvores.
Foi o combate mais desafiador que tivemos até agora. Superar esta emboscada levou alguns de nós ao limite.

Após as bolsas de cola, potes incendiáveis eram arremeçados contra nós.
Sem qualquer planejamento, revidamos os ataques com o que tínhamos.
Kalyan conseguiu arremeçar sua besta para Burork, que estava presa pela cola e não conseguiria se aproximar para uma luta corporal, seu ponto forte.
Logo em seguida o próprio Kalyan descobre, de forma nada agradável, que parte da trilha que nos separava dos kobolds arremeçadores estava repleta de armadilhas.

Novos potes incendiários foram arremeçados, um me atinge.
A raiva de enfrentar uma luta tão suja faz com que eu supere a dor do fogo e conseguisse me concentrar para despejar nos koboldes mais próximos uma carga de trovão arcano. Um morreu pela eletricidade, o outro foi parar longe de meu caminho e terminou seus dias sob o fio da espada de Lady Arytanna.
Marisol também estava muito ferida, mas ainda assim se movimentava em meio ao fogo e armadilhas invocando o poder de Sune para recuperar os mais feridos.
Abrí mão de me teletransportar para o alto da árvore e enfrentar os dois que estavam sobre a mesma, imaginei que o corpo pequeno e ágil destas criaturas conseguisse se equilibrar nos galhos de forma que eu, mesmo com a agilidade característica de minha raça, não conseguiria. Ainda em chamas, fui em direção ao kobold mais distante.

Corrí até a região onde Kalyan apontou que continha armadilhas, utilizei meu fey step teleporte para “saltar” a região por ele indicada, e me aproximar do maldito Kobold.
Ainda que rapidamente, ví Kalyan caído com muitos ferimentos, isto estava realmente se tornando perigoso. Tentando me concentrar no meu objetivo, foquei pela última vez nos olhos vermelhos daquela criatura meio reptiliana e a enviei direto para a terra dos mortos com mais um pouco de poder arcano. Confesso que naquele momento, eu só queria acabar com todos eles, independente do modo utilizado.

Quando me virei para os últimos, sobre as árvores, Kalyan já estava de pé novamente terminando de matar um dos últimos. Junto dele, Lady Arytanna também atacava da maneira que podia.
Por um instante, minha raiva passou, exatamente no momento que fitei o semblante de Lady Arytanna. Como uma face outrora tão bela e serena podia ostentar um semblante quase monstruoso de pura raiva? Algo enfurecia aquela seguidora de Selune.

Mais lúcido tentei barganhar com o líder, e último vivo do grupo kobold, sua rendição. Estas criaturas falam o idioma dracônico, e só agora conseguí me concentrar para executar as pronuncias mais difícies dessa lingua milenar.
De nada adiantou o kobold, ainda que de face com a morte, estava irredutível. Não iria se entregar.
Não demorou para que perecesse sob as mãos de Lady Arytanna. Para a frustação visível de Kalyan, que queria vingar os ataques que recebeu daquele kobold que quase o levaram a morte.
Em alguns segundos, a estrada e a floresta estavam silenciosas novamente.

A irredutibilidade do líder kobold me intrigou, sempre ouví que kobolds eram criaturas covardes, e que numa situação dessas, ele provavelmente trairia a mãe para se ver livre.
Mas aquele kobold nem pensou na possibilidade. Ele estava preparado para morrer.
Ou estava com medo de algo pior que a morte por nossas mãos?
Investigamos os corpos em busca de alguma pista, mas apenas encontramos algumas moedas de ouro e uma tiára mágica com o líder (Tiara da Percepção).

A disconfiança de Irma Linora de ter um espião de Shar infiltrado na cidade, em menos de um dia se revelou como um templo, dois grandes seguidores e apoio da Milícia da cidade. A aparição dos kobolds pode não estar diretamente envolvida, mas depois dessa atitude de praticamente suicídio, acho que está sim, e como ouvimos, possivelmente goblins também estariam envolvidos.

Algumas dúvidas me intrigavam.

Como espiões conseguiram tamanha influência dentro de uma cidade pequena, onde segredos são mais difíceis de serem mantidos?
A presença de aliados não-humanos, seria a mostra do tamanho do poder da invasão?
Até onde está a relação do culto a Shar com Netheril?

E a que mais me preocupa:
Estaríamos avançando mais rápido do que podemos suportar contra a eminiente invasão Netheriana?

Acho que era isso que minha mãe quis dizer, quando me olhou nos olhos pela última vez, antes de se embrenhar selva adentro para que eu a nunca mais a visse.

“Só saberemos a profundidade do fosso quando caírmos nele.”

Publicado por: Mr. T | outubro 20, 2008

enfim, Shar | episódio #3

Corremos pela cidade através da noite. Em alguns minutos, conseguimos enfim chegar à entrada do templo escondido. Era uma loja de quinquilharias, um disfarce intrigante ao templo de uma deusa maligna.

Descendo por uma passagem secreta, encontramos o restante do grupo, eles terminavam de vasculhar uma espécie de depósitos onde encontraram provas substanciais do envolvimento de pelo menos duas pessoas da cidade, Rond Kelfen e Barwin, o mercador.

No templo, haviam os corpos de algumas criaturas estranhas, segundo Kalyan, seguidores de Shar sob as ordens de Barwin, que infelizmente conseguira escapar ao ataque.
Kalyan me entregou um livro, disse que talvez pudesse ter utilidade para mim, se eu conseguisse entender o que estava escrito.
Era um grimório, mantenedor de um grande poder arcano.
Roubando toda minha atenção, passei alguns minutos abstraindo da discussão que se iniciara para saber mais sobre aquele grimório.
Sim, havia um ritual nele, e eu estava louco para poder estudá-lo com o devido tempo.

Agora, com as provas nas mãos, não sabíamos ao certo como agir.
Confirmei com Irmã Linora sobre a influência de Kelfen na Guarda da cidade, além da própria Milícia. Ela disse que ele realmente era o líder das duas guarnições, mas a Guarda apenas o seguia por ordens e hábitos militares, não tinham afeição a seus ideais.
Era o melhor que tínhamos. Resolvemos por fim, ir direto a fonte do problema e interrogar o sujeito. Seria possível que encontrássemos até mesmo Barwin se refugiando.

Mais algumas discussões sobre como abordar Kelfen e os riscos que corríamos, resolvemos ir todos juntos. Irmã Linora iria com Marisol e Lady Arytanna com Burork escondida sob um robe da ordem de Sune.

Kalian iria furtivamente por trás e eu o seguiria, aproveitava a ausência de armaduras pesadas e barulhentas em minha indumentária para tentar acompanhar Kalian de modo mais silencioso possível. Guinevere seguiu para os portões da cidade, precisávamos de informação sobre a movimentação daquela noite.

A aproximação à casa foi perfeita, mas chegamos tarde, a casa havia sido abandonada. Mais rápidos do que esperávamos, a elfa retorna dos portões com a informação de que todos da milícia haviam fugido. Afinal, esse culto a Shar não era pequeno, já tinha influenciado dezenas de homens.

Seguimos à casa de Lorde Dubric e tivemos outra grande surpresa da noite, ela estava sendo consumida por um incêndio.

Lorde Dubric

Lorde Dubric estava aos berros passando ordens aos guardas, aparentemente estavam todos tentando apagar o fogo e nenhum outro para segurança da cidade.
Conseguimos avisa-lo da traição da milícia,seu envolvimento com Shar e que haviam fugido matando os guardas dos portões. Não sei se tomado pelo desespero de ver sua casa em chamas, mas ele não acreditou em um primeiro momento. Fui obrigado a gritar algumas verdades a ele para que retomasse a consciência e fizesse algo útil.

Por fim, ele ordenou o fechamento dos portões. A invasão Netheriana junto com os seguidores de Shar poderia começar a qualquer momento, segundo as provas encontradas no templo.

Antes que fechassem os portões e virássemos todos reféns da espera, conseguimos cavalos com Lorde Dubric para seguir a milícia e Rond Kelfen, o traidor.

Sabíamos para onde estavam indo, e pretendíamos alcança-los antes que pudessem chamar por algum reforço.
Infelizmente são nestes momentos de tensão que os pequenos detalhes se tornam o ponto culminante entre o sucesso e a morte na ponta de alguma lança enferrujada. As pequenas criaturas que estavam atacando os mercadores eram kobolds, na verdade. E eles continuavam a atacar qualquer um que passasse pelas estradas…

Publicado por: Mr. T | outubro 17, 2008

o inimigo se revela | episódio #3

Definitivamente os humanos não conhecem absolutamente nada sobre a minha raça.
É claro que eu não conseguiria utilizar meu fey step, teleporte para longe daquela taverna.
O máximo que conseguí foi me esconder atrás do balcão, e nenhum dos guardas teve a brilhante idéia de vasculhar por alí.

Eu imaginei que a senhorita Burork não poderia compreender meus motivos, para ela, deveríamos ficar e lutar, quem sabe, até a morte.
Por sorte dela, até mesmo Rutger conseguiu de alguma forma sair daquele lugar, enfim, Burork teria alguma chance se não reagisse.

Surgem Lorde Dubric em pessoa, acompanhado de Rond Kelfen, o comandante da milícia, o mesmo que ludbriou e enfeitiçou Jelly Burork para que ela contasse toda a sua “missão secreta”.

Rond Kelfen

Kelfen segurando uma estatueta negra da deusa malígna Shar, aponta para Burork e dá ordem de prisão. Inutilmente, Burork tenta argumentar do modo mais agressivo que sua parca educação pode proporcionar, em vão. Claro.
Kelfen estava irredutível, sua veemência em acusar que a estatueta caíra dos pertences de Burork enquanto esta se exibia lutava, era surpreendente.
Burork foi desarmada pelos guardas e cercada por lanças. Cada guarda no pequeno círculos de lanças que a cercava tentava esconder o medo daquela mulher com um semblante de raiva. Inútil, estava estampado na cara deles “não podemos com ela, matá-la seria mais seguro”.

Lorde Dubric passou a ordem, Burork seria levada para a prisão e seria interrogada -com uso de tortura, se necessário- naquela noite.
Fiquei espantado com a atitude dele. Eu já estava achando estranho uma cidade aparentemente pacata ter muros tão altos e duas representações militares, a Guarda e a Milícia.
Agora, tortura?
Seria apenas medo de Lorde Dubric ou ele era mesmo mais do que aparenteva ser?

Do lado de fora da taverna, nova discussão entre os guardas e Burork.
Ela tentava resistir, não acho que já tenha se rendido alguma vez na vida…
Enquanto procurava um novo esconderijo melhor posicionado para ver a partida deles, surgem do nada Lady Arytanna e Irmã Linora, para o espanto até mesmo de Lorde Dubric.
Pensei em denunciar minha presença, nesse momento, mas imaginei que mais informação numa discussão daquelas não iria trazer benefício algum.

Com Irmã Linora ao seu lado, Lady Aritanna obteve a atenção de Lorde Dubric.
Ela explicou que Burork estava com ela exatamante investigando o possível culto a Shar na cidade, a pedido de Irmã Lenora.
Dubric disconfiou e Kelfen quase passou mal de ódio. Ele não poderia mais continuar com aquilo, se não quisesse se entregar. A presença de uma Paladina costuma causar certo receio em algumas pessoas.

A contra-gosto, Lorde Dubric setenciou que Jelly Burork estaria aos cuidados de Lady Arytanna, e esta teria 7 dias para encontrar os verdadeiros seguidores de Shar, caso contrário, Burork seria presa.
A milícia e Kelfen debandam pisando duro.
E como numa história cafona de anões, assim que Lorde Dubric se distancia surge entre as casas de Winterhaven a elfa Nadine com um semblante muito preocupado.

Ela diz rapidamente que encontraram o templo do culto secreto e que Marisol e Kalyan ficaram lá para preservar e investigar o local.
Pude, enfim, sair de meu pequeno esconderijo. Ao me ver saindo de dentro da taverna, Burork conseguiu ter o raciocínio necessário para perceber que eu presenciara toda a confusão, e ainda teve a chance de desferir algumas ofensas contra minha pessoa antes que partíssemos atrás de Nadine que já estava a alguns passos à frente.
Abstraí a respeito dos comentarios pouco educados de Burork, como disse, não imaginei que ela pudesse mesmo entender minha atitude, ainda que se necessário, eu estivesse em plenas condições de apoiá-la com meu poder arcano.

Tive um bom pressentimento sobre este templo, ele pode ter muito mais além de informação sobre estes cultistas. E um mal sobre o não retorno de Rutger. Imaginei que, como eu, ele estaria por perto.
Poderia algo ter ocorrido a este meio-demônio em uma cidade tradicionalista como essa?

Publicado por: Mr. T | outubro 11, 2008

Próxima sessão

Ufa terminei o diário das sessões ocorridas até agora.
\o/

Amanhã teremos mais jogo.
Um jogador não poderá participar, o Warlord.
A coisa vai ficar feia pra Guerreira e pro Warlock, mas eu acho q não tinha muito o que fazer além de sair dalí e procurar ajuda.

Depois damos um jeito de resgata-los da prisão. Só espero q não façam bobagem como a de morrer lutando…
XD
hehehehe

Publicado por: Mr. T | outubro 8, 2008

Explorando Winterhaven (2)

Por um segundo não acreditei que um enigma tão simples poderia ter sido colocado naquela torre que emana  tanto poder mágico.
Mas, lembrei-me da ausência de estudiosos arcanos na cidade. Provavelmente, não haveria alguém que sequer pudesse ler meia dúzia de palavras em dracônico.

Me afastei um pouco e comecei a proferir as palavras e gestos mágicos para um encantamento simples, antes que pudesse terminar e cedo o bastante para encerrar o encantamento, a porta se abriu.

Eu e o tiefling entramos no lugar. Como imaginávamos, era MUITO maior do que aparentava ser.
Do alto, ouvimos passos incertos e algo batendo. Surgiu aos poucos a figura de um humano velho usando um cajado como bengala.

Ele se apresentou como Valthrun, o guardião da torre. Se mostrou estranhamente feliz em nos ver, na verdade, mal tivemos chance de dizer nossos próprios nomes.
Valtrun respondeu algumas poucas perguntas sem nos dar mais informação que o óbvio, ele era o guardião daquela torre a décadas e seguidor de Oghma, o deus do conhecimento, assim como eu.

Rutger disse a ele que procurava informações sobre seu mestre Douven Staul e o mago humano ficou tão surpreso quanto nós, Staul era aprendiz dele e foi a pessoa que ele convocou para vasculha o Forte Keegan em busca dos ossos do dragão Shandraxil.
Decidido ir a busca de seu mestre Rutger decidiu sair o quanto antes em direção a Thunder Peaks, Picos do Trovão. Valthrun mal precisou formalizar seu pedido.

Valthrun tentava investigar por sí próprio, mas seu dever de proteger a torre lhe proibia de extender sua busca.
Por fim, ele ainda nos forneceu alguns mapas e uma informação estranha, disse que talvez fosse preciso trazer o dragão de volta a vida para alcançar nossos objetivos.

Entardecendo, resolvemos voltar à taverna Wrafton, reagrupar e ter uma noite de descanso antes de seguirmos viagem.
Mal sabíamos que a noite seria muito mais longa do que gostaríamos.

Chegando na taverna encontramos Jelly Burork em estado de semi-consciência.
A princípio achei que fosse apenas um caso de bebedeira, típico desses humanos, mas logo percebí que havia algo além disso. Ela mal sabia onde estava e como tinha chegado alí, nem mesmo o que acontecera no fim de tarde daquele mesmo dia.

Não mais que de repente, ela retoma a consciência.
Disse que visitou a milícia da cidade e descobriu que Rond, o chefe da milícia, é o espião do culto de Shar.
Antes que pudéssemos expressar nossa surpresa, um comando de prisão foi ouvido à porta da taverna, e um dedo indicador apontava exatamente ao nosso grupo.
Lorde Dusair, o regente, acompanhado de Rond e mais de uma dúzia de soldados já haviam cercado as saídas e vinham em nossa direção.

Sem muitas escolhas, não acreditei que fosse uma luta que poderíamos vencer, usando minha habilidade de teletransporte, fey step, tive a única chance de sair daquele lugar e encontrar o restante do grupo. Não podemos simplesmente lutar contra toda a milícia da cidade e seu regente, precisávamos de aliados.

Publicado por: Mr. T | outubro 1, 2008

Explorando Winterhaven

Ao passar pelos portões, os vigias nos barraram para inspeção. Por sorte estavamos com Marisol, que aparentemente possui uma boa fama por lá, por azar, os guardas afirmaram que o regente da cidade ordenou ser avisado assim que a própria retornasse de sua viagem.

O que isto poderia significar?
Como passar por eles sem levantar suspeitas?

Bom, com o nervosismo da jovem e de nosso recente grupo, foi uma sorte não termos sido presos logo na entrada. Um dos guardas foi mesmo avisar o regente mas podemos, enfim, entrar na cidade e terminar nossa pequena viagem.

A caminho do templo de Sune passamos pelo mercado da cidade. Conhecemos Rivail, um humano que vive do comércio de peixes e estava tendo muitos problemas com kobolds na East Way, atravessando a cidade.
Alguns de nós prometeram dar uma olhada e erradicar qualquer bando de kobolds molestadores de mercadores. Outros de nós estavam preocupados com informações mais valiosas.

Finalmente, ao chegar no templo fomos recebidos por Irmã Linora, a responsável pelo templo e superior de Marisol.
Ela agradeceu por termos ouvido o pedido de ajuda e contou-nos sobre a movimentação às escondidas do culto de Shar. Aparentemente, ninguém sabia exatamente quem eram os responsáveis.
Irmã Linora nos forneceu 4 poções de cura e a indicação para nos hospedarmos na taverna Wrafton.

Na taverna, conseguimos informações preciosas com a senhorita Salvana Wrafton. Dentre um levantamento geral sobre a cidade, a existência de uma torre que abriga um único mago ancião me pareceu bastante tentadora.

Entre outras informações, eu e Dedrick resolvemos ir até a torre de Valthrun, o ancião, antes do anoitecer. Eu esperava coletar alguma informação sobre o Forte Keegan. Não sei as motivações de Rutger Dedrick.
No caminho, os olhares de vários transeuntes nos fez perceber o quão estranho um eladrin e um tiefling caminhando displicentemente pelas ruas daquela pacata cidade poderia ser.

Em alguns minutos, a imagem de uma torre solitária surgiu em nossa frente.
Nos aproximamos com cuidado, podíamos sentir o poder arcano em cada grão de pedra daquele lugar.
Ao vislumbrar a aparência quase fúnebre da torre percebemos que ela estava sobre uma forte e permanente magia, a torre aparentava ser muito mais nova do que era realmente.
Ainda que todos saibam que ela era a construção mais antiga da cidade, ninguém devia disconfiar que aquela torre poderia ter muito mais de 1000 anos de idade.
Ao batermos na aldrava, fomos recebidos por uma voz mágica que mandava embora todo e qualquer visitante, chamando-os todos de vendedores.
Insistindo em nosso acesso, conseguimos ler, num alfabeto antigo, as inscrições em sua porta:

Apenas os Irmãos Arcanos são Bem Vindos, se Provarem seu Valor.

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