Publicado por: Mr. T | setembro 22, 2008

O (desastroso) encontro na taverna (3)


De uma distância segura assistíamos o fogo consumir a taverna e seu proprietário em prantos próxima a ela. Alguns moradores tentavam extinguir o fogo, mas nada mais poderia ser feito.
Sob o espetáculo pirotécnico, Marisol, a Clériga de Sune, começou a nos contar sobre sua perseguição nos últimos dias.

Disse que era de Winterhaven e havia sido enviada por sua superior na ordem, Irmã Linora. Aparentemente, membros de um culto da deusa Shar estavam agindo em sua cidade, e ela precisava de ajuda externa.

Entendo que a rivalidade Sune x Shar era o suficiente para que alguns assassinos fossem contratados para matar uma seguidora de um dos lados, mas havia algo a mais nessa história. Aqueles homens estavam muito predestinados, não eram apenas assassinos contratados.
A Paladina confessou ter tido um sonho sobre isso e que teria sido enviado por sua deusa para que ajudasse a Clériga em apuros. Também nos deu alguma informação que aparentemente ligava estes cultistas de Shar com a movimentação de Netheril.

Isto já era o suficiente para mim e para os meus novos dois aliados. Estranhamente, o jovem arremeçador de adagas, o tiefling e a elfa também estavam dispostos a ajudar. Disconfio que a quantia em dinheiro oferecida por Marisol os tenha encorajado.

Resolvemos acampar nas proximidades da cidade e partir na manhã seguinte para Winterhaven.
Ao montar acampamento, todos dividiram um pouco de sua vida, tornando conhecido a nós suas motivações para entrarem naquela, não usual, missão.

A elfa Nadine Guinevere acredita que pode encontrar mais informações sobre uma determinada doença em sua terra natal.
Rutgher Debric, o tiefling, tenta manter um semblante amigável, ele sabe que criaturas de sua raça normalmente não são bem acolhidas por estranhos. Não disse muito sobre seus motivos, além de que Winterhaven também seria um de seus destinos.
Kalian Wyght, o humano arremeçador de adagas estava aparentemente interessado no dinheiro prometido por Marisol e pela beleza da jovem. Exatamente nesta ordem.
Lady Arytanna, humana, Paladina de Selune recontou seu sonho precognitivo, o que para ela, era mais que suficiente para estar alí.
Jelly Burork e Auden Thundersword também acreditavam que Winterhaven tinha mais informações sobre Netheril que apenas alguns adoradores de Shar.
Eu preferí dizer pouco sobre mim, apenas o suficiente para satisfazer a curiosidade humana e ganhar um pouco de confiança do grupo, poderiam me ser útil em algum momento.

Como se fôssemos um grupo de amigos aventureiros, dividimos turnos de vigia e todos se acomodaram para dormir.
Pelo visto, o jovem Wyght não conhece muito sobre nós, eladrins, ao mesmo tempo em que possui uma curiosidade maior que sua noção de segurança.
Presenciei, durante meu transe, o rapaz observar de MUITO perto os pertences de alguns do grupo, encontrar (e manter pra sí) com um certo entusiasmo e espanto, um tipo de broche das coisas da Clériga Marisol.
Algo me diz que ainda haviam algumas verdades a serem compartilhadas.

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Responses

  1. Olá parente elfico de um futuro não tão distante.

    Venho por meio desta lhe parabenizar pelo diario de campanha e lhe convidar a ler o meu, se quiser é claro.

    Amigos aventureiros, mesmo sendo de mundos (edições) distantes.

    rs.

  2. Tudo bem, não tenho experiência em escrever dessa forma.

    Mas tenho que correr com esse diário, pois eles está atrazado meses em relação a data atual de minha aventura!

    Foi o seu d.c. que me inspirou.

    Abraços.

  3. Prezado Stadt”j”ever,

    Confesso não conhecer os detalhes frívolos da ortografia Eladrin. Imagino que a necessidade de se grafar o “j” em caixa alta seja para reafirmar a condição de “high-elves” de vossa raça.

    Vamos combinar o seguinte: No dia em que DEUS aprender a grafar o seu nome de forma correta, eu me sujeitarei a escrever o “j” de seu nome em letras maiúsculas.

    Até lá, reze, mas reze muito para os seus deuses e não venha me incomodar.

    PS: E não, eu não vou desativar as opções citadas por V.Sa. pois elas visam justamente a minha proteção, para que eu não seja apunhalado pelas costas por pretensos companheiros.


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