Publicado por: Mr. T | outubro 22, 2008

emboscada | episódio #3

Guiávamos os cavalos de forma mais rápida possível, no limite para que ainda pudessemos seguir a trilha sem sermos confundidos por alguma artimanha do inimigo.

O que não esperávamos era uma emboscada, os cavalos tropeçaram em algo.
Eu e Jelly Burork vamos ao chão, os demais conseguem se manter nos cavalos. Por sorte, não tivemos ferimentos, apenas o susto.
Todos desmontaram rapidamente, na mesma hora em que a primeira bolsa com cola cai sobre Burork.
Kobolds!

Dois surgiram com suas lanças bem próximos de nós, um mais afastado sobre uma pedra e dois outros sobre galhos,  nas árvores.
Foi o combate mais desafiador que tivemos até agora. Superar esta emboscada levou alguns de nós ao limite.

Após as bolsas de cola, potes incendiáveis eram arremeçados contra nós.
Sem qualquer planejamento, revidamos os ataques com o que tínhamos.
Kalyan conseguiu arremeçar sua besta para Burork, que estava presa pela cola e não conseguiria se aproximar para uma luta corporal, seu ponto forte.
Logo em seguida o próprio Kalyan descobre, de forma nada agradável, que parte da trilha que nos separava dos kobolds arremeçadores estava repleta de armadilhas.

Novos potes incendiários foram arremeçados, um me atinge.
A raiva de enfrentar uma luta tão suja faz com que eu supere a dor do fogo e conseguisse me concentrar para despejar nos koboldes mais próximos uma carga de trovão arcano. Um morreu pela eletricidade, o outro foi parar longe de meu caminho e terminou seus dias sob o fio da espada de Lady Arytanna.
Marisol também estava muito ferida, mas ainda assim se movimentava em meio ao fogo e armadilhas invocando o poder de Sune para recuperar os mais feridos.
Abrí mão de me teletransportar para o alto da árvore e enfrentar os dois que estavam sobre a mesma, imaginei que o corpo pequeno e ágil destas criaturas conseguisse se equilibrar nos galhos de forma que eu, mesmo com a agilidade característica de minha raça, não conseguiria. Ainda em chamas, fui em direção ao kobold mais distante.

Corrí até a região onde Kalyan apontou que continha armadilhas, utilizei meu fey step teleporte para “saltar” a região por ele indicada, e me aproximar do maldito Kobold.
Ainda que rapidamente, ví Kalyan caído com muitos ferimentos, isto estava realmente se tornando perigoso. Tentando me concentrar no meu objetivo, foquei pela última vez nos olhos vermelhos daquela criatura meio reptiliana e a enviei direto para a terra dos mortos com mais um pouco de poder arcano. Confesso que naquele momento, eu só queria acabar com todos eles, independente do modo utilizado.

Quando me virei para os últimos, sobre as árvores, Kalyan já estava de pé novamente terminando de matar um dos últimos. Junto dele, Lady Arytanna também atacava da maneira que podia.
Por um instante, minha raiva passou, exatamente no momento que fitei o semblante de Lady Arytanna. Como uma face outrora tão bela e serena podia ostentar um semblante quase monstruoso de pura raiva? Algo enfurecia aquela seguidora de Selune.

Mais lúcido tentei barganhar com o líder, e último vivo do grupo kobold, sua rendição. Estas criaturas falam o idioma dracônico, e só agora conseguí me concentrar para executar as pronuncias mais difícies dessa lingua milenar.
De nada adiantou o kobold, ainda que de face com a morte, estava irredutível. Não iria se entregar.
Não demorou para que perecesse sob as mãos de Lady Arytanna. Para a frustação visível de Kalyan, que queria vingar os ataques que recebeu daquele kobold que quase o levaram a morte.
Em alguns segundos, a estrada e a floresta estavam silenciosas novamente.

A irredutibilidade do líder kobold me intrigou, sempre ouví que kobolds eram criaturas covardes, e que numa situação dessas, ele provavelmente trairia a mãe para se ver livre.
Mas aquele kobold nem pensou na possibilidade. Ele estava preparado para morrer.
Ou estava com medo de algo pior que a morte por nossas mãos?
Investigamos os corpos em busca de alguma pista, mas apenas encontramos algumas moedas de ouro e uma tiára mágica com o líder (Tiara da Percepção).

A disconfiança de Irma Linora de ter um espião de Shar infiltrado na cidade, em menos de um dia se revelou como um templo, dois grandes seguidores e apoio da Milícia da cidade. A aparição dos kobolds pode não estar diretamente envolvida, mas depois dessa atitude de praticamente suicídio, acho que está sim, e como ouvimos, possivelmente goblins também estariam envolvidos.

Algumas dúvidas me intrigavam.

Como espiões conseguiram tamanha influência dentro de uma cidade pequena, onde segredos são mais difíceis de serem mantidos?
A presença de aliados não-humanos, seria a mostra do tamanho do poder da invasão?
Até onde está a relação do culto a Shar com Netheril?

E a que mais me preocupa:
Estaríamos avançando mais rápido do que podemos suportar contra a eminiente invasão Netheriana?

Acho que era isso que minha mãe quis dizer, quando me olhou nos olhos pela última vez, antes de se embrenhar selva adentro para que eu a nunca mais a visse.

“Só saberemos a profundidade do fosso quando caírmos nele.”

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Responses

  1. “Logo em seguida o próprio Kalyan descobre, de forma nada agradável, que parte da trilha que nos separava dos kobolds arremeçadores estava repleta de armadilhas.”

    Que fique bem claro, eu consegui escapar das armadilhas… o que me derrubou foram aqueles “combos” de bolsa de cola/bolsa de fogo dos malditos kobolds.

    Apesar de ter gostado da sua licença poética, gostaria de esclarecer que, na verdade, foi Sr. quem matou o meu algoz. Além disso, após os bons préstimos das nossas curandeiras, eu pude dar cabo de 2 kobolds (inclusive o mané com poderes místicos).

  2. Obrigado pela informação.
    Eu realmente não sabia quem era quem sobre aquela árvore.
    De todo modo, sinta-se vingado.

  3. A Marisol também tem medo de você, seu feioso!

  4. Atualiza logo esse troço!


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