Publicado por: Mr. T | setembro 30, 2008

Rumo a Winterhaven (2)

O broche era o simbolo de uma família nobre de Selgaunt, os Uskreven.
Thamalon Uskreven II, tio de Marisol estaria agindo em Winterhaven a favor de Netheril.

Neste momento sua narração foi confusa, com longas pausas e momentos em que parecia que a Clériga estava vivenciando o passado enquanto dividia conosco sua memória.
Pelo que entendí, ela foi criada em Winterhaven, fora de Selgaunt e ninguém lá sabe que ela é sobrinha de Uskreven II.
Isso poderia ser útil ao mesmo tempo que perigoso à nossa jornada.
Ainda existia a movimentação do culto de Shar na cidade.
Novos personagens estão surgindo na história da invasão Netheriana, e isso não é bom. 

Tomei a liberdade de dar um singelo aviso ao afoito Wyght, era bom ele saber de uma vez que os eladrins não dormem, e posso perceber muito bem suas movimentações noturnas. Bom que ele saiba logo, antes que tenha mais alguma idéia genial de bisbilhotar em propriedade alheia.

O resto da noite foi calmo e ao amanhecer partimos à Winterhaven.
Com as montanhas de Thunder Peaks ao fundo, Marisol contou a história sobre o Forte Keegan, erguido em homenagem ao Sir Keegan, que teria matado alí um poderoso dragão.
Rutger Dedrick, o Warlord, deu um pulo ao ouvir o nome do Forte Keegan, mas não quis dizer nada a respeito. Este tiefling passou o dia em silêncio, muito diferente do dia anterior quando estava falando bastante aos padrões de sua raça.
A verdade é que eu também fiquei curioso sobre este lugar, muito ouví sobre ele enquanto ainda era um garoto. O que será que poderia ter de informação um local como aquele?

O resto do grupo não se animou tanto, todos queriam chegar a Winterhaven e comprovar essas histórias contadas por Marisol.

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Publicado por: Mr. T | setembro 22, 2008

Rumo a Winterhaven

Foi no turno de Thundersword, que eles nos cercaram. Do meu transe senti sua aproximação enquanto Thundersword acordava todo o grupo.

(worgs 3.5, mas a idéia é a mesma)*

O ataque foi praticamente junto com o aviso da elfa, pegando despreparados a maior parte do grupo.
Na verdade, apenas eu e a própria Guinevere conseguimos reagir a tempo da primeira investida.
No momento seguinte o grupo estava cercado, agora eram dois grandes lobos de cada lado.

Estranhamente, dois deles resolveram atacar nosso aliado com aparência mais forte, a jovem Burork.
Do outro lado, dividiram os ataques entre Thundersword e Lady Arytanna.

Burork suportava os ataques como podia, mas desviar de quatro patas enormes e algumas dezenas de presas não foi fácil para a Guerreira que tombou em pouco tempo.
Em posição desfavorável, permiti que a ansiedade e tensão tomasse conta de minhas decisões e desperdicei boas chances de ajudar o grupo em perigo.

Thundersword, em meio a uma batalha particular com um dos lobos, percebeu meu momento de indecisão e com algumas palavras me trouxe de volta a realidade da batalha.
Alguns animais da floresta poderiam ser letais se não levássemos o confronto a sério.

Reuni um pouco de calma e me concentrei nos anos de ensinamentos em Evereska.
Em segundos, palavras com poder arcano transbordam de meus lábios. O ar se comprime e estala, enquanto a trama é modificada e energia pura percorre meu corpo.
Meu cajado brilha com uma luz azulada, pequenos relampagos surgem por sua superfície e numa explosão de luz saltam de sua ponta para o peito da criatura.

Ela sai voando alguns metros para trás para nunca mais se mexer.

Quando me voltei para os demais, meus aliados já haviam sobrepujados todos.
Como eu disse, existe esperança neste grupo estranho.

Ao remontar nosso acampamento e ter a confirmação da senhorita Guinevere que novos lobos não estariam a espreita, o ansioso Wyght interroga a bela Marisol sobre o tal broche que ele mantinha em seu poder.
Aparentemente, a jovem Clériga possui segredos proporcionais a sua beleza.

Publicado por: Mr. T | setembro 22, 2008

O (desastroso) encontro na taverna (3)


De uma distância segura assistíamos o fogo consumir a taverna e seu proprietário em prantos próxima a ela. Alguns moradores tentavam extinguir o fogo, mas nada mais poderia ser feito.
Sob o espetáculo pirotécnico, Marisol, a Clériga de Sune, começou a nos contar sobre sua perseguição nos últimos dias.

Disse que era de Winterhaven e havia sido enviada por sua superior na ordem, Irmã Linora. Aparentemente, membros de um culto da deusa Shar estavam agindo em sua cidade, e ela precisava de ajuda externa.

Entendo que a rivalidade Sune x Shar era o suficiente para que alguns assassinos fossem contratados para matar uma seguidora de um dos lados, mas havia algo a mais nessa história. Aqueles homens estavam muito predestinados, não eram apenas assassinos contratados.
A Paladina confessou ter tido um sonho sobre isso e que teria sido enviado por sua deusa para que ajudasse a Clériga em apuros. Também nos deu alguma informação que aparentemente ligava estes cultistas de Shar com a movimentação de Netheril.

Isto já era o suficiente para mim e para os meus novos dois aliados. Estranhamente, o jovem arremeçador de adagas, o tiefling e a elfa também estavam dispostos a ajudar. Disconfio que a quantia em dinheiro oferecida por Marisol os tenha encorajado.

Resolvemos acampar nas proximidades da cidade e partir na manhã seguinte para Winterhaven.
Ao montar acampamento, todos dividiram um pouco de sua vida, tornando conhecido a nós suas motivações para entrarem naquela, não usual, missão.

A elfa Nadine Guinevere acredita que pode encontrar mais informações sobre uma determinada doença em sua terra natal.
Rutgher Debric, o tiefling, tenta manter um semblante amigável, ele sabe que criaturas de sua raça normalmente não são bem acolhidas por estranhos. Não disse muito sobre seus motivos, além de que Winterhaven também seria um de seus destinos.
Kalian Wyght, o humano arremeçador de adagas estava aparentemente interessado no dinheiro prometido por Marisol e pela beleza da jovem. Exatamente nesta ordem.
Lady Arytanna, humana, Paladina de Selune recontou seu sonho precognitivo, o que para ela, era mais que suficiente para estar alí.
Jelly Burork e Auden Thundersword também acreditavam que Winterhaven tinha mais informações sobre Netheril que apenas alguns adoradores de Shar.
Eu preferí dizer pouco sobre mim, apenas o suficiente para satisfazer a curiosidade humana e ganhar um pouco de confiança do grupo, poderiam me ser útil em algum momento.

Como se fôssemos um grupo de amigos aventureiros, dividimos turnos de vigia e todos se acomodaram para dormir.
Pelo visto, o jovem Wyght não conhece muito sobre nós, eladrins, ao mesmo tempo em que possui uma curiosidade maior que sua noção de segurança.
Presenciei, durante meu transe, o rapaz observar de MUITO perto os pertences de alguns do grupo, encontrar (e manter pra sí) com um certo entusiasmo e espanto, um tipo de broche das coisas da Clériga Marisol.
Algo me diz que ainda haviam algumas verdades a serem compartilhadas.

Publicado por: Mr. T | setembro 19, 2008

O (desastroso) encontro na taverna (2)

Os homens atacaram.

Estranhamente, outros personagens até agora desconhecidos surgiram para enfrentar os perseguidores da jovem.
Um homem-demônio, usuário de magia arcana e uma elfa caçadora das florestas, que estavam próximo às duas mulheres no balcão, também se posicionaram para luta.
Uma figura que tentava se passar despercebido tentando ouvir nossa conversa, saltou sobre a mesa numa admirável agilidade e distribuiu adagas em direção de todos os oponentes.
A esquentada Burork já se dirigiu para o inimigo mais próximo com espada em punho, e ao observar até mesmo Thundersword se armar, percebí que não teríamos outra escolha, todos naquele lugar já estavam envolvidos.

Foi tudo muito rápido, acho que eu estava realmente a muito tempo sem um confronto direto. Não pude fazer muito, além de invocar o poder arcano para colocar alguns oponentes pra dormir, infelizmente, sem muito sucesso.
Próximo de mim, sentí o calor do fogo de uma explosão da lareira e a jovem Burork, literalmente em chamas, ceifar a vida do inimigo com um único golpe!
Por fim, acabei por ficar observando a ação daquele grupo estranho, a Paladina de Selune e Thundersword se aproximaram para um combate direto ao mesmo tempo em que se posicionavam entre os perseguidores e a clériga.
A elfa e o tiefling ficaram ao fundo com ataques de flechas certeiras e raios de energia arcana. O jovem encapuzado também se mantia afastado com suas adagas certeiras.
A Clériga, com confiança revigorada pela ajuda inesperada, declamava suas preces a Sune enquanto rosas afiadas partiam de sua mão em direção dos inimigos.O grupo não me parecia de todo mal, afinal de contas.

Em pouco tempo o fogo já tomava boa parte do estabelecimento, como se a gordura de sujeira ajudasse aquilo a queimar ainda mais rápido. Os inimigos foram vencidos um a um e todos tentamos sair da taverna.
A Paladina e a Clériga exitaram em sair rapidamente pois tiveram que voltar para pegar alguns fregueses que participaram da luta escondidos sob algumas mesas. Por minha vez, reuní forças para efetuar minha fuga daquele incêndio e carregar o arremeçador de adagas que estava confuso com um ataque inimigo que sofreu, ele se mostrou, pra nossa sorte, mais leve do que aparentava e pude tira-lo de lá.

A uma distância segura, assistimos o espetáculo das chamas purificadoras consumirem de vez a velha e suja taverna.
Muita coisa precisava ser explicada.

Publicado por: Mr. T | setembro 17, 2008

O (desastroso) encontro na taverna

Encontrar aqueles dois em Highmoon seria muito bom.

A informação que recebí dos elfos aparentemente era exata, dois humanos com treinamento militar, habilidade e força suficiente para auxiliar minha missão, ainda mais por eles nutrirem ódio por Netheril.

Todos possuem seus motivos… O importante é que me aliando a eles eu terei alguma chance para adquirir as provas que preciso da lenta e astuta invasão.

Chegaram tarde, como imaginei. Os observei um pouco e me aproximei sem perder muito tempo e sem demonstrar ansiedade. Um homem e uma mulher. Ambos com armaduras em péssimo estado e feições piores ainda. O homem, Auden Thundersword, ainda tinha um olhar que demonstrava algum tipo de sabedoria, mas a montanha de músculos ao seu lado, Jelly Burork, não era mais do que isso, uma montanha de músculos sob uma pesada armadura, segurando uma grande espada. Humanos…

Depois de responder algumas parcas perguntas pouco objetivas, conseguí convencê-los em me acompanhar, foi quando aquela mulher entra a todo vapor na taverna, “A Dama Coroada”.

A noite prometia mais surpresas do que eu imaginava.
A porta da estalagem perto de nossa mesa se abriu de repente, uma belíssima mulher sob uma grossa armadura entra e observa o ambiente. Um bêbado maltrapilho se aproxima dela com ares de quem não será agradável.
Auden Thundersword resolveu seu lado herói e com um murro certeiro tirou o impecilho da jovem, mesmo que a própria, por seu porte físico, demonstrasse que poderia cuidar do problema sem maior esforço, e provavelmente, com mais classe.
Particularmente, não gosto de me expor assim, o risco é demasiadamente grande.

Enquanto tentava traçar um plano de ação com os dois, outra surpresa.

A porta se abre num estrondo, a primeira sensação é que o próprio tempo deu uma pequena pausa para observa-la melhor. Ela entrou correndo em desespero, o que não a deixou menos bela. Seu cabelo esvoaçante grudava-lhe com o suor no semblante preocupado.
Seguiu direto ao taverneiro, um anão careca e carrancudo que por um momento, ficara mais feio próximo a beleza angelical da mulher.

Vendo que o anão estava espantado demais para responder, a paladina protegida de Thundersword tentou acalmá-la, e foi neste momento que todo o plano que traçavamos em nossa mesa foi por água abaixo.

Humanos armados entraram pelas duas entradas da taverna. Com dedos acusadores esbravejavam que iriam matar qualquer um no caminho deles.
Eles queriam a mulher e não parecia que queriam um simples galanteio.

A paladina se posicionou entre eles e a mulher, aparentemente uma clériga de Sune.

Publicado por: Mr. T | setembro 16, 2008

“O Império das Sombras”

Este é o título de nossa campanha.

É uma aventura oficial da Wizards mas, como de praxe, o bom e velho Tio Newton deu uma bela turbinada.

Não chamamos nosso cenário de Forgotten Hells atôa.

^_^

A campanha se passar aos arredores de Sêmbia em 1479 DR, Ano do Nameless One.

Publicado por: Mr. T | setembro 15, 2008

Saudações

Olás.

Este é o diário de campanha de StadtJever, um eladrin wizard 1st level, meu personagem na nossa primeira campanha de Dungeons & Dragons 4th.

Provavelmente, este será um dos únicos posts que escreverei em meu proprio nome, todos os demais serão assinados por ele.

Eventualmente poderão surgir comentários em off, para situar vocês sobre ocorridos que o próprio StadtJever talvez não conheça.

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